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Busyaholic: como parar de se ocupar e inovar?

Você passa mais de 8 horas trabalhando, mas, no fim do dia, sente que não fez o suficiente? Tem a sensação de correria, de não ter tido um momento de tranquilidade, mas não produziu nada relevante ou não criou nada novo? Se você disse "sim" a alguma das perguntas acima, é provável que faça parte do time dos busyaholics. O busyaholic não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por esta razão, não dedica tempo ao ócio, tão relevante para a criatividade e performance.

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Equipe Upskill
Publicado em 2 de mai. de 2024 · 6 min de leitura
O que você vai ver
  • Busyaholic sente necessidade de estar ocupado o tempo todo
  • Produtividade e criatividade não são proporcionais às horas ocupadas
  • Ócio é o espaço sem propósito que ativa novas conexões
  • FOMO alimenta a ocupação constante e improdutiva
  • Sair do multitarefa e focar uma tarefa por vez

Você passa mais de 8 horas trabalhando, mas, no fim do dia, sente que não fez o suficiente? Tem a sensação de correria, de não ter tido um momento de tranquilidade, mas não produziu nada relevante ou não criou nada novo? Se você disse “sim” a alguma das perguntas acima, é provável que faça parte do time dos busyaholics. O busyaholic não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por esta razão, não dedica tempo ao ócio, tão relevante para a criatividade e performance.

Neste artigo:

  • O que é: O artigo explica o conceito de busyaholic, o profissional que sente necessidade de estar ocupado o tempo todo, e mostra como o ócio, o espaço sem propósito entre as atividades, é essencial para a criatividade e a inovação.

  • Por que importa: Importa porque produtividade e criatividade não são proporcionais às horas de ocupação: a produtividade liga-se aos resultados gerados, e a criatividade depende de dar espaço para novas conexões entre conhecimentos. O texto também associa o comportamento ao FOMO, o medo de não acompanhar as novidades, descrito por Zander Netthercut no artigo We’re optimizing ourselves to death.

  • O que fazer: Saia do modo multitarefa e faça uma tarefa de cada vez: ouça colegas com atenção total, mantenha abertas só as abas ligadas à tarefa atual e caminhe sem olhar o celular. Crie momentos de ócio sem propósito para recarregar a capacidade criativa e abrir a mente a novas possibilidades.

Busyaholic e pouco produtivo ou criativo?

Segundo Zander Netthercut, autor do artigo “We’re optimizing ourselves to death” (“Estamos nos otimizando para a morte”), muitos de nós, e especialmente os millenials, ficamos aterrorizados pelo “não fazer”.

Somos preenchidos pela sensação de F.o.M.O (Fear of missing out), ou seja, o medo de não conseguir acompanhar todas as novidades e atualizações. E esta sensação nos faz ficar conectados nas redes sociais, notícias etc., nos mantendo ocupados, embora nem sempre produtivos.

Aprendemos a ter medo de deixar de ser busyaholic, de parar de nos ocupar, com a sensação de que ficaremos para trás, perderemos relevância, dinheiro ou espaço no mercado. No entanto, sua produtividade e criatividade não são proporcionais ao número de horas que você está ocupado.

A produtividade está diretamente relacionada aos resultados que você gera ao realizar suas tarefas ou tomar decisões, e ao quanto esses resultados estão alinhados com suas expectativas e as da empresa onde trabalha.

E sua criatividade depende de uma combinação ótima entre acessar diferentes conhecimentos, ter uma especialidade, e dar espaço para novas conexões, combinações entre esses conhecimentos diversos e específicos.

Como usar o ócio para ser criativo e deixar de ser busyaholic?

No cenário atual, criatividade e inovação são mentalidades mandatórias para sobreviver e prosperar. Mas, para nos adaptarmos de maneira criativa, de vez em quando, precisamos desocupar nossa mente. O ócio não tem o propósito de descanso, lazer ou aprendizado. O ócio é o espaço que você cria entre essas atividades, sem um propósito específico.

Você pode caminhar sem mexer no celular ou conversar, apenas curtindo o caminho. Você pode se sentar no seu sofá sem ligar a TV ou rolar o feed no celular. Pode olhar para o céu, apenas para apreciar, sem uma utilidade.

As conexões novas, que vão viabilizar pensamentos criativos e uma visão inovadora de coisas e processos, serão ativadas, se você parar de ocupar seu cérebro com as mesmas conexões, com as mesmas atividades.

Para criar ócio, comece a sair do modo multitarefa

Abrir diversas abas no browser da internet, ficar olhando o whats app ou redes sociais durante uma reunião de trabalho, começar diversas tarefas, interrompendo as demais o dia todo, são alguns hábitos que alguns profissionais cultivem, com a crença de que estão sendo multitarefas produtivos e eficientes.

No entanto, se pudéssemos mensurar a quantidade de tarefas inacabadas e o nível de distração da mente quando mantemos esses hábitos, logo decidiríamos fazer uma tarefa de cada vez.

Abaixo, seguem algumas sugestões de como treinar um comportamento mais focado e, começar a se tornar mais pré-disposto ao ócio:

  • Converse com colega ou membro de equipe, 100% dedicado a ouvir o que a pessoa lhe diz, inclusive percebendo suas expressões e outros detalhes da comunicação não-verbal,
  • Deixe abertas apenas as abas do browser que estejam relacionadas a uma tarefa que tenha que realizar no trabalho,
  • Saia para caminhar e só caminhe, sem olhar o celular, de preferência sem conversar com outra pessoa.

Avalie ao longo dos dias ou semanas, suas percepções durante o exercício e anote o que for relevante.

Quando entendemos que os momentos de descanso recuperam nossa energia para produzir mais, e o tempo de ócio recarrega nossa capacidade criativa, damos o primeiro passo para sair do modo busyaholic e inovar.

Se você der tempo ao ócio, poderá se beneficiar, durante o expediente de trabalho, de uma mente muito mais aberta a enxergar novas possibilidades, disrupções para o seu modo de trabalhar e para o produto ou serviço com o qual trabalha.

E aí? Conseguiu identificar um comportamento que faz você ou um membro da sua equipe mais distraído, improdutivo ou pouco criativo?

O que você pode fazer hoje para mudar este comportamento busyaholic e inovar?

Perguntas frequentes sobre busyaholic e o uso do ócio para inovar

O que é um busyaholic?

O busyaholic é o profissional que não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por isso, não dedica tempo ao ócio, que é tão relevante para a criatividade e a performance. Muitas vezes vive a sensação de correria e de não ter produzido nada relevante ao fim do dia.

Estar sempre ocupado significa ser mais produtivo?

Não. Segundo o artigo, sua produtividade e criatividade não são proporcionais ao número de horas que você está ocupado. A produtividade está diretamente relacionada aos resultados que você gera e ao quanto eles estão alinhados com suas expectativas e as da empresa. Estar ocupado o tempo todo não garante entregar nada relevante ou criar algo novo.

O que é o ócio e por que ele ajuda na criatividade?

O ócio não tem o propósito de descanso, lazer ou aprendizado: é o espaço que você cria entre essas atividades, sem um propósito específico. Caminhar sem mexer no celular ou apenas olhar para o céu são exemplos. Esse espaço ativa novas conexões no cérebro, viabilizando pensamentos criativos e uma visão mais inovadora de coisas e processos.

Como o FOMO contribui para o comportamento busyaholic?

O FOMO, ou Fear of Missing Out, é o medo de não conseguir acompanhar todas as novidades e atualizações. Como descreve Zander Netthercut no artigo We’re optimizing ourselves to death, essa sensação nos mantém conectados em redes sociais e notícias, ocupados embora nem sempre produtivos. Ela alimenta o medo de parar e a crença de que ficaremos para trás ou perderemos relevância.

Como começar a sair do modo busyaholic na prática?

O primeiro passo é abandonar o modo multitarefa e fazer uma tarefa de cada vez. Converse com colegas 100 por cento dedicado a ouvir, deixe abertas apenas as abas do navegador ligadas à tarefa atual e saia para caminhar sem olhar o celular. Avalie suas percepções ao longo dos dias e semanas e anote o que for relevante. Esse treino de foco recarrega a capacidade criativa e abre a mente a novas possibilidades durante o expediente.

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Equipe Upskill

Mentores e especialistas em desenvolvimento de liderança, com mais de 20 anos de prática em mentoria de executivos e empreendedores.

Perguntas frequentes

O que é um busyaholic?

O busyaholic é o profissional que não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por isso, não dedica tempo ao ócio, tão relevante para a criatividade e a performance. Muitas vezes vive a sensação de correria e de não ter produzido nada relevante ao fim do dia.

Como a Upskill ajuda líderes a desenvolver foco e produtividade real?

A Upskill trabalha o desenvolvimento do líder por dois caminhos complementares. O mentorIA, a mentoria por inteligência artificial, conduz cerca de 90% da jornada, disponível 24/7, com metodologia proprietária e encontros em grupo a cada aproximadamente três meses. Diferentemente de um LLM genérico, sua base foi construída especificamente para liderança, alimentada com dados de mentorias reais conduzidas por mentores humanos em situações práticas de produtividade, foco e gestão do tempo, além do conhecimento da série A Mente do Líder do Futuro. Para quem quer acelerar ainda mais os ganhos, há o plano de mentorias 1:1 semanais com mentor humano, mais intensivo. Assim, o líder pode revisar hábitos, sair do modo multitarefa e cultivar espaços de ócio, escolhendo entre a escala da IA e a intensidade do acompanhamento humano semanal.

Estar sempre ocupado significa ser mais produtivo?

Não. Sua produtividade e criatividade não são proporcionais ao número de horas em que você está ocupado. A produtividade está diretamente ligada aos resultados que você gera e ao quanto eles estão alinhados às suas expectativas e às da empresa. Estar ocupado o tempo todo não garante entregar nada relevante nem criar algo novo.

O que é o ócio e por que ele ajuda na criatividade?

O ócio não tem o propósito de descanso, lazer ou aprendizado: é o espaço que você cria entre essas atividades, sem um propósito específico. Caminhar sem mexer no celular ou apenas olhar para o céu são exemplos. Esse espaço ativa novas conexões no cérebro, viabilizando pensamentos criativos e uma visão mais inovadora de coisas e processos.

Como começar a sair do modo busyaholic na prática?

O primeiro passo é abandonar o modo multitarefa e fazer uma tarefa de cada vez. Converse com colegas 100% dedicado a ouvir, deixe abertas apenas as abas do navegador ligadas à tarefa atual e saia para caminhar sem olhar o celular. Avalie suas percepções ao longo dos dias e anote o que for relevante: esse treino de foco recarrega a capacidade criativa e abre a mente a novas possibilidades.

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